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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Respeito aos mais Velhos

Cidade Vicentina

A visita desta semana foi a conhecida Cidade Vicentina, de Jundiaí. De acordo com o tema da semana nada como falar do respeito, ou melhor, a falta de respeito mais comum que existe. A com os mais velhos.
A Cidade Vicentina tem feito o trabalho de cuidar dos senhorzinhos há pelo menos 80 anos. Ana Paula é psicóloga na Associação há um ano e garante: “A sociedade tem que mudar e já esta mudando. O idoso não pode ser visto como um coitadinho mais. Eles tem movimentado a economia como nunca e fizeram a história deles, como qualquer um de nós.”
Ana Paula explica que os idosos da Cidade Vicentina chegam até lá por vontade própria, pela família ou ordem judicial. Ou seja, não tem condições de viver sozinho, está debilitado ou em situação de miséria.
A Cidade Vicentina oferece casas separadas para cada idoso, enfermeiras 24 horas por dia, fisioterapeuta, assistente social, psicóloga e nutricionista. Além de passeios, aulas de pintura e outras atividades fora da Associação.
“Aqui na Cidade Vicentina respeitamos o que o idoso quer, preservamos a dignidade, identidade e liberdade dele. O idoso não é forçado a fazer nenhuma das atividades, só o que ele quer participar.”
O respeito dentro da Associação ocorre desde este princípio em respeitar cada idoso como um ser único, com limitações e dificuldades como tantos outros. O idoso com a saúde melhor faz aquilo que lhe apetece, já os mais debilitados recebem maiores cuidados.
José Adílson, de 72 anos é um pernambucano que veio para São Paulo com apenas 17 anos e fez sua vida aqui. Trabalhou até quando pode, se casou e teve um filho.Fez  muitas amizades:”Conversava com todo mundo.Não tinha pobre, rico, nem novo nem velho.Era vendedor então conhecia muita gente e tinha muito papo”, comenta rindo.
Sobre estar na Cidade Vicentina, “estou desde fevereiro, pois estava com um probleminha na mão e me mandaram para cá, para ter maiores cuidados”.
Seu José morava sozinho em uma pensão, sua mulher muito doente está há mais tempo na Cidade Vicentina e seu filho o visita frequentemente.”Gosto daqui, pois converso com todos, temos amizade aqui dentro e mais cuidados.Lá fora, é complicado porque as pessoas não respeitam e nem nos olham.”
O que faz com que não olhemos para os mais idosos tem a ver com a crença antiga da inutilidade da idade. É fato que nosso corpo com o tempo não acompanha mais o ritmo das atividades diárias, mas em compensação ganhamos uma qualidade muito mais valiosa, a experiência.
Passar por uma situação na vida não te faz expert naquilo, viver 80 anos talvez sim. Tanto tempo vivendo e aprendendo nos deixa craques em determinados assuntos, “carecas” em outros, como diz o ditado. O mais importante para nós que ainda somos jovens é respeitar a experiência de alguém que já viveu pelo menos o dobro que você. Opiniões nem sempre são as mesmas, mas o melhor remédio é sempre respeitar. Vale lembrar que todos nós um dia seremos velhinhos e com certeza o respeito de hoje fará a diferença no amanhã.
 Só como informação, o Brasil, assim como o mundo, esta ficando cada vez mais velho, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), eles serão mais de 55 milhões em 2040 no Brasil. Dia 1° de outubro foi a data que passou  a ser comemorada como Dia do Idoso, lembrando que cada vez mais os cuidados com a terceira idade terão que ser melhorados.
A Cidade Vicentina é uma Associação que cuida de idosos acima de 60 anos, com desajustamento familiar ou vulnerabilidade na sociedade. Tem aproximadamente 80 anos,fundada pelo Monsenhor Arthur Ricci, era chamada inicialmente de Vila dos Pobres. Os cuidados são dos Vicentinos, que recebem doações da sociedade, do bazar permanente e/ou anual e da ajuda da Prefeitura.
Para ajudar, visitar ou conhecer:
A cidade Vicentina esta localizada na Rua Augusto Trevisan, 121- Parque do Colégio.
Telefone:4533-3358

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Respeite as diferenças

Respeitar diferenças de sexo, religião, classe social, racial e de ideias é princípio básico para o crescimento.
“Conta a lenda que vários bichos decidiram fundar uma escola. Para isso, reuniram-se e começaram a escolher as disciplinas.
O pássaro insistiu para que houvesse aulas de voo. O esquilo achou que a subida perpendicular em árvores era fundamental. E o coelho queria de qualquer jeito que a corrida fosse incluída. E assim foi feito. Incluíram tudo, mas cometeram um grande erro.
Insistiram para que todos os bichos praticassem todos os cursos oferecidos. O coelho foi magnífico na corrida. Ninguém corria como ele. Mas queriam ensiná-lo a voar. Colocaram-no numa árvore e disseram: ”Voa Coelho.” Ele saltou lá de cima e pluf, coitadinho!Quebrou as pernas. Ele não aprendeu a voar e acabou sem poder correr também.
O pássaro voava como nenhum outro, mas o obrigaram a cavar buracos como uma toupeira. Quebrou o bico e as asas, e depois não conseguia voar tão bem, e nem mais cavar buracos”.
Através de uma fábula bem simples, podemos tirar grandes conclusões. Saber respeitar as limitações e os dons de cada ser. Cada pessoa é dotada de dons e talentos diferentes, mas que juntos se completam em perfeita harmonia na sociedade.
Respeitar estas diferenças é primordial para o crescimento intelectual e individual até ao crescimento de uma sociedade, afinal as grandes obras, construções e feitos foram realizados por pessoas diferentes das de sua época.
Aquela famosa frase: ”o que seria do azul, se todos fossem vermelhos”, funciona bem neste caso. As diferenças movimentam o mundo e se completam como quebra-cabeças. Por isto a importância em viver e conviver com pessoas, lugares e situações adversas da sua. Isto vale desde respeitar o time de futebol do outro até sua opinião acerca da política, economia, sociedade, religião, etc.

Quantas vezes não desrespeitamos a opinião alheia por medo de dar o braço a torcer?
Respeitar em alguns casos, na verdade, tem a ver com aprender com os outros, dar chance a idéias novas e jeitos de pensar diferentes do seu. Os vários ângulos de uma situação não são para rivalizar diferentes conceitos, mas sim para completar um ciclo de diversidades. A vida afinal, não tem apenas um ponto de vista.
Quantas vidas seriam necessárias para se conhecer o essencial em cada um? Talvez apenas uma, se soubéssemos respeitar e ACEITAR as nossas diferenças.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Virtude Animal: O Uirapuru

Uirapuru – Respeito

Todos já ouviram falar do famoso passarinho Uirapuru, mas aposto que poucos aqui já viram ou ouviram esse dom da natureza cantar. O Uirapuru é um pássaro pequenino, de plumagem alaranjada ou vermelha, e pode ser encontrado nas Guianas, Bolívia, Venezuela, Equador, Peru, Colômbia e inclusive em toda a extensão da Floresta Amazônica.
O que ele tem, afinal, de tão especial?
O Uirapuru é raramente visto. Esperto e ligeiro, o pássaro dá trabalho para ser encontrado. Ele só canta ao amanhecer e anoitecer durante 15 dias no ano enquanto constrói o ninho pra fêmea. O que o torna tão especial é a exclusividade do seu canto.
Além de não ser nada parecido com qualquer outro som da natureza, o Uirapuru ainda pára a floresta. É aí que nasce o respeito. Outros animais identificam a beleza rara e param para ouvir a melodia do companheiro. A floresta silencia e só é possível ouvir seu canto.
Cientistas ainda pesquisam qual a relação existente entre o silêncio e o canto do Uirapuru; o pássaro canta quando a floresta está quieta ou a floresta fica quieta quando o Uirapuru canta? Não sabemos ao certo, temos apenas a certeza de que esse é um ótimo exemplo de respeito dentro da natureza.
Quantos artistas e “dons” da natureza deixamos de ouvir/ver diariamente?Quantas pessoas nós deixamos de ouvir e tem algo a nos ensinar?
 Nossa falta de atenção nos prejudica quando deixamos de sentir e aplaudir certos milagres que acontecem a nossa volta.
Então hoje pare uns minutos de sua rotina e ouça os pássaros cantarem especialmente para a vida. Escute uma pessoa que queira desabafar. Respeite os dons, que os seus também serão respeitados.

Abaixo um vídeo da demonstração do canto do Uirapuru