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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Visita: Casa Santa Marta

Tolerância perante as adversidades

Tolerância social é a atitude de uma pessoa ou grupo social diante daquilo que é diferente de seus valores morais ou suas normas. A intolerância é não suportar tais ideias opostas às impostas ou já agregadas a sua conduta.
Zilda Márcia Gricoli é historiadora e diretora- executiva do Laboratório de Estudos da intolerância da USP, onde abrange a tolerância social, religiosa, política, entre outras. Ela afirma que “o Brasil não tolera o pobre. Pobre é lixo, não queremos ver, queremos jogá-los fora.”
Esta é uma realidade e tratamos o morador de rua como alguém invisível ou como alguém a quem devemos dar esmolas para não pesar na consciência. Para tal tema, tão polêmico e amplo, a Casa Santa Marta pareceu ser o lugar ideal. Acolhem moradores de rua, muitos deles usuários de drogas e infratores.

Os moradores de rua merecem uma atenção em especial, pois acima de tudo são humanos e merecem ser tratados como tal. E por um motivo maior ainda, o fato de estarem nestas condições por conta das drogas e não somente pela pobreza.
A coordenadora da Casa Santa Marta, Érica Izabel afirma: “a condição do morador de rua tem mudado nesses anos, pois hoje o morador sai de casa por causa das drogas e não porque é pobre ou velho. Por isto é mais difícil tolerá-los”
Érica completa que o trabalho feito por eles também não é fácil, pois eles oferecem café da manhã, almoço e banho com todos os produtos de higiene e roupas, o trabalho é grande e muitas vezes não tem retorno. “O morador de rua que usa drogas dificulta nosso trabalho, pois muitas vezes eles são violentos e não querem ajuda. Apenas comem e bebem e vão embora”.
Porém a Casa Santa Marta vai além do alimento, oferece ainda psicólogo, médico, dentista e auxílio para cuidados médicos. ”A maioria não aceita isto, mas fazemos nossa parte. Um dia eles acabam precisando e tem onde achar.”
Perguntado sobre o que a motiva na continuação do trabalho, Érica responde: ”É algo dentro de nós. Algo maior que nos motiva a ajudá-los. São pessoas que precisam de empurrões da sociedade.”
Para Érica, a pior coisa que pode ser feita ao morador de rua é dar esmolas. ”Se quer ajudar, não dê dinheiro. Eles precisam muito mais do que dinheiro. Precisam de ajuda, apoio correto e auxílio contra as drogas.”
A intolerância por parte da sociedade é maior ainda devido este fator primordial, mas é essencial lembrar que são humanos com fraquezas, limitações e que precisam de um tratamento para as drogas. Pois muitos, ainda que não pareça, saem das ruas e mudam suas vidas.

Como é o caso do funcionário da Santa Marta, Francisco Coelho que ficou 10 anos vivendo nas ruas e há seis trabalha na Instituição.
“Eu fiquei todo este tempo na rua, mas porque não aceitava a ajuda de ninguém. Gostava de viver assim, conseguia bebida fácil.”
Francisco conta que foi através do vício que ele decidiu largar tudo para morar nas ruas: “Sempre tem um problema no passado que você não consegue resolver. Daí você bebe pensando que vai amenizar, mas só piora. E da bebida, você parte para as drogas.”
Porém nada supera o desprezo em que os moradores de rua sofrem: “Antes quando trabalhava as pessoas até me convidavam para ir a suas casas, mas depois nem olhavam na cara. Não há bebida ou droga que supere esta dor”, (emocionado).
De tanta dor e desprezo, Francisco percebeu que se muitas pessoas saiam dos vícios e das ruas, porque ele também não podia? Foi a partir do momento em que procurou ajuda, que as coisas mudaram em sua vida: “Percebi que precisava primeiro cuidar de mim, ter meu valor de volta. Procurei ajuda na Santa Marta, consegui emprego e até namorada.” (risos).
A vitória de Francisco ocorreu aos poucos, largou as drogas e a bebida, começou a trabalhar e hoje é casado. Precisou de força de vontade dele, antes de tudo. Mas a ajuda dos outros o levantou. “A ajuda é importante, mas você tem que querer.”
A lição que fica é que devemos tolerar os moradores de rua e sermos ativos diante das autoridades, para que sejam desenvolvidas políticas para cuidar dos usuários de drogas de uma forma concreta. O que não podemos é tolerar que os vícios comandem a vida das pessoas de forma tão destrutiva para si e a sociedade.
Tem que partir de nós a mudança, para que as coisas ao nosso redor também mudem. É um bom começo estar ciente de que moradores de ruas, usuários ou não de drogas, são humanos que necessitam de um olhar diferente.
Venha conhecer o trabalho realizado pela Casa Santa Marta. Ela está localizada na Rua Petronilha Antunes, 403 Vl Boaventura, Jundiaí/SP.
Para mais informações ligue: 4522-6860

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Tolerância Religiosa

Por que existe a intolerância religiosa?

A religião é um assunto polêmico e que atinge diversas pessoas no mundo, porém devemos lembrar que ela foi criada pelo próprio homem, de acordo com o que ele acreditava e é apenas mais uma vertente diante de tanta diversidade. Ela esta para quem quer e a quem se assemelha com suas ideias.
Em um país livre como o Brasil, as diferentes religiões professadas promovem um misto religioso positivo para a sociedade. Diferentes pessoas tem a liberdade de acreditar no que bem entendem, portanto devemos saber se temos tal liberdade, o nosso próximo também terá.
Tolerar as outras religiões consiste em respeitar o que o outro pensa. Não significa acreditar no que ele acredita, mas dar lhe a chance de acreditar nisto. Consiste em saber que somos únicos, com opiniões diversas acerca de tudo. A diversidade religiosa é importante pela liberdade que ela causa.
Porém não devemos nos esquecer de não usar a religião para justificar atos impensados e arcaicos, como é o caso do fundamentalismo. Entramos na linha tênue entre tolerância boa e a ruim. Nunca algo que provoca guerras, mortes e desespero, deve ser ignorado.
A religião, quando feita por pessoas fundamentalistas, desgasta e prejudica a imagem de quem acredita que ter uma crença é essencial. Quando falamos neste tipo de “ato religioso”, somos assegurados que não estamos sendo intolerantes à religião, mas sim a guerra e ao ódio.
Praticar a tolerância é nada mais que exercitar o equilíbrio entre a razão e a emoção. Por isto, ideias, marchas e qualquer outra forma de falar da sua religião são bem vindas, afinal somos plurais e com direito à escolha e liberdade.

Perseguições religiosas
Porém essa liberdade não é a mesma no mundo todo. Ainda existem países onde a perseguição religiosa é comum e é a forma mais bruta de intolerância.
Na Arábia Saudita, por exemplo, cristãos são perseguidos e não aceitos. A liberdade é relativa e os adeptos da religião são obrigados a encontrar-se clandestinamente. A perseguição aos cristãos começou há muitos séculos atrás, nos tempos de Roma. Apesar dos anos passados, ainda hoje, países fundamentalistas e radicais do Oriente Médio e parte da África ainda não aceitam a profissão dessa religião tão difundida no mundo todo. O número de perseguidos gira em torno de 200 milhões de pessoas.
De acordo com dados do centro de pesquisa Pew Research Center, em Washington, 70% dos 6,8 bilhões de habitantes do planeta vivem em países com severas restrições estatais e hostilidades sociais às liberdades religiosas.
Arábia Saudita, Paquistão e Irã encabeçam a lista de nações com a pior situação no geral, enquanto Oriente Médio e África do Norte são as regiões com as maiores restrições governamentais e sociais, segundo o informe, que inclui 99,5% da população mundial.
Não podemos mais tolerar que 70% do planeta ainda viva sem liberdade de escolha. Esta censura traz morte, conflitos e guerras, muitas vezes. Isto sim é intolerável!


sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Tema da Semana: TOLERÂNCIA

Tolerância
Ato ou efeito de tolerar, admitir. Boa disposição dos que ouvem com paciência opiniões opostas às suas.
Onde começam e terminam o direito e os deveres de cada um?
A tolerância será apresentada no blog com um cunho social. No Brasil, diversos tipos de intolerância ainda são praticados, porém podemos nos orgulhar de sermos o país onde as diferenças são de certa forma, bem aceitas.
Tolerância a diferentes religiões, partidos políticos, sociedade, sexualidade, entre outros. Serão os temas tratados detalhadamente durante essa semana.
Nem sempre encontraremos pessoas iguais a nós na nossa caminhada e, por isso, aprender a entender os outros é base fundamental para tornar-se uma pessoa melhor. A intolerância é um fator cultural do ser humano, por que não podemos então, tornar a tolerância também uma qualidade que vem de berço?
A tolerância consiste em aceitar as opiniões dos outros, de uma cultura e isso é saudável para a humanidade, porém a tolerância também tem o seu lado brutal. Tolerar o intolerável é umas das formas da sociedade fechar os olhos para grandes problemas.
Devemos entender qual a linha que separa a tolerância boa da tolerância ruim. Qual hora em que a sociedade deve ser intolerante com tudo o que acontece ao nosso redor? Durante essa semana trataremos de diversos casos, em que os dois lados serão mostrados.